D. José Policarpo: a reacção de um modernista (I)
Em reacção ao motu proprio Summorum Pontificum de Sua Santidade o Papa Bento XVI, que entrou oficialmente em vigor para toda a Igreja no passado dia 14 de Setembro, D. José Policarpo, bispo e patriarca da diocese de Lisboa, já enviou uma carta episcopal a todos sacerdotes da capital, que a Agência Ecclesia disponibiliza, na íntegra, no seu site.De entre as demais bizarras barbaridades e de entre o chorrilho de desonestidades intelectuais sobre as quais Sua Excelência disserta pela sua missiva afora, gostava somente de destacar - por brevidade e falta de tempo - a súmula da hipocrisia com que D. José remata o seu texto, após 9 parágrafos de prepotência, nos quais consegue a façanha de perverter todo o sentido e toda a intenção deste importantíssimo documento papal:
"Assino esta carta com data de 14 de Setembro, no dia em que entra em vigor a Carta Apostólica do Santo Padre “Summorum Pontificum Cura”. Ela é a expressão da nossa comunhão obediente com o Santo Padre, mas também o assumir das nossas responsabilidades pastorais, como Pastor desta Igreja de Lisboa."
Ou seja, trocado por miúdos: "o Papa liberalizou essa missa fossilizada mas eu, vergado pelo peso dos meus fetiches modernistas, proíbo terminantemente todos os padres da minha diocese de a celebrarem! Não só porque não quero nas minhas igrejas missas que glorifiquem de maneira tão ostensiva a Deus e que espelhem tão fielmente essa doutrina católica que desprezo, como também, através desta carta, declaro que os padres e fiéis que tenho são todos mentecaptos e incapazes de participarem nessa missa fossilizada e, «em comunhão», têm de vergar-se aos ditames da minha consciência maçon."
Prometo analisar neste blogue a missiva de D. José mais detalhadamente, ponto por ponto, numa futura ocasião. Por agora, resta-me a dor de ver a Igreja portuguesa continuar no seu tortuoso caminho de auto-destruição, i.e., de "protestantização" e de utopias conciliares. É com profundo desgosto, mais do que indignação, que vejo os nossos bispos continuarem agarrados como lapas a essa súmula das heresias, o Modernismo que tão profeticamente foi condenado por São Pio X, já no princípio do século XX.
Até quando é que o teu rebanho, Senhor, terá de suportar estas dores? Até quando terá a tua Igreja suportar a vexação e a humilhação a que os seus bispos, padres e fiéis têm-na feito passar?
Exsurge Domine et judica causam tuam! Ergue-te Senhor e defende a tua causa!

4 comentários:
A tradução que aqui é feita do último parágrafo é excepcional. Muito bem! Trocado por miúdos é isso mesmo.
Já notei que não tem postado muito. Espero que a tendência se inverta rapidamente.
cumprimentos,
GdR
Aqui está o parágrafo que se esqueceu de ler:
«As celebrações, segundo esse rito, devem ser durante a semana. Nos Domingos e dias festivos, celebra-se a Liturgia normal. O Santo Padre abre a hipótese, no caso dum grupo significativo de fiéis o aconselhar, de uma das celebrações paroquiais nos Domingos e dias festivos seguir o Missal de 1962. Na nossa Diocese, peço aos Párocos que, por enquanto, não permitam essas celebrações dominicais, antes de uma análise profunda da situação. Se chegarmos à conclusão que o “bem dos fiéis” o exige, encontraremos, em conjunto, formas de lhes garantir, ao Domingo e dias festivos, celebrações de grande qualidade segundo a Liturgia antiga.»
Nesta carta deste infeliz e desobediente bispo só vejo uma coisa boa: finalmente revelou a sua natureza de desobediênte e como não estando em comunhão com a Igreja.
Durante anos acusaram-nos (a nós tridentinos) de não estarmos em comunhão com a Igreja. Agora, finalmente revela-se quem realmente não está em comunhão.
Eu tenho 37 anos, nasci depois do Concílio Vaticano II e o meu coração está na Missa Tridentina.
José Duarte Gamboa - Portimão - Algarve
Caros amigos portugueses, usai os meios dados pelo Santo Padre para lutar contra seus inimigos.
Podeis escrever directamente à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei e denunciar estes maus pastores:
Pontificia Commissione Ecclesia Dei
Pontificia Commissio Ecclesia Dei
Palazzo della Congregazione per la Dottrina della Fede, Piazza del Sant’Uffizio, 11 - 00193 Roma
Tel. 39 (06) 69.88.52.13 - 30 06 69.88.54.94 - Fax 30 06 69.88.34.12 -
e-mail:
eccdei@ecclsdei.va
Presidente: Sua Em. Rev.ma Cardinale Darìo Castrillòn Hoyos (Piazza della Città Leonina, 1, 00193 Roma - tel. 39 06 68.30.70.88 )
Segretario: Rev.mo Mons. Camille Perl (Via di Porta Angelica, 63 - 00193 Roma - tel. 39 06 687.48.30)
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