quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Um minuto com o Bispo Williamson

Sendo eu próprio um apreciador da sensatez, argúcia e clarividência que Sua Excelência Reverendíssima o Bispo Richard Williamson da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X costuma ter ao analisar a crise actual na Igreja, reproduzo aqui uma pequena sessão de perguntas e respostas que teve com um leitor e que publicou recentemente no seu blogue, Dinoscopus.

Pergunta: Desde a promulgação em Julho último do Motu Proprio de Bento XVI que liberaliza parcialmente o rito tridentino da Missa, têm havido várias opiniões sobre o que é que isso significa ou o que é que isso pode significar para a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X. Algumas pessoas estão optimistas, outras dizem que é uma armadilha para a FSSPX e ainda algumas outras chegam mesmo a avançar que os líderes da Fraternidade estão a se preparar para «venderem-na» a Roma! Eu tenho a sensação de que o comum fiel da FSSPX estará um pouco confuso com isto tudo. O que é que V.ª Ex.ª Reverendíssima me pode aconselhar para que eu não me perca em jogos inúteis de adivinhas ou em medos desnecessários?

Resposta: Nós devemos salvar as nossas almas e para salvar as nossas almas devemos guardar a Fé Católica, porque "sem fé é impossível agradar a Deus" (Heb 11:6). O estupendo feito do Arcebispo Marcel Lefebvre entre 1970 quando fundou a FSSPX e 1991 quando morreu, foi que permitiu a muitas almas que guardassem a verdadeira Fé numa Igreja onde milhões de católicos estavam a perdê-la, consciente ou incoscientemente, porque os líderes da Igreja tinham passado a acreditar nos ideais anti-católicos do mundo moderno. Desde o Concílio Vaticano II (1962-1965) que estes líderes se têm comportado como uns vendedores de gelo que estão convencidos que têm de expôr a sua mercadoria ao sol! A Igreja tem-se estado a derreter diante dos seus olhos desde então!

Porém, eles ainda se agarram como lapas às ideias anti-católicas do Vaticano II. Ao lado do Motu Proprio que aparentemente favorece a Missa da verdadeira Fé, Bento XVI organiza e preside a encontros ecuménicos que, ao colocarem a religião Católica mais ou menos ao mesmo nível de todas as outras religiões (oficialmente representadas e necessariamente mais ou menos falsas), constituem uma grave ofensa a Deus. Então, qualquer benevolência aparente que Bento XVI mostre para com a verdadeira Fé ou para com a verdadeira Missa, só pode significar que ele deseja que estas se reconciliem com a religião Conciliar e com todas as outras religiões! Portanto, se ele não é conscientemente um agente da maçonaria inimiga da Verdade, ele não tem, de qualquer maneira, nenhum entendimento sobre a verdadeira Fé e não pode, então, se aperceber de quão resolutamente ela se opõe à religião antropocêntrica do Vaticano II.

P: Foi então o Motu Proprio uma armadilha para atrair a FSSPX (juntamente com outros) para uma reconciliação com esta falsa Roma?

R: Apenas Deus saberá ao certo quais foram as intenções de Bento XVI. Qualquer que seja a sua benevolência para com a Tradição, para com a Fraternidade, para com a verdadeira Missa, ela pode ser, tanto quanto sabemos, subjectivamente sincera. Objectivamente, contudo, o Motu Proprio e a Carta aos Bispos que o acompanhou, não reconhece de todo os plenos direitos da verdadeira Missa ou da verdadeira Fé. Por isso, se alguém sugerir que ele os reconhece estaria, na verdade, a cair numa armadilha.

P: Contudo, tem havido muito louvor e pouca crítica ao Motu Proprio por parte da FSSPX.

R: Os católicos desejam há tanto tempo que os líderes da Igreja retornem à Fé que eles se regozijam ao menor indício de que Roma esteja a fazê-lo, mas infelizmente isso pode ser um erro. Do que é que serve se um matemático diz que dois mais dois são quatro, quando sabes que ao lado, e durante todo o tempo, ele diz que também são cinco? Ele obviamente não tem qualquer entendimento sobre a verdadeira matemática. De que serve Bento XVI dizer que a verdadeira Missa jamais foi abrogada e (dentro de certos limites) tê-la liberalizado, quando ao mesmo tempo continua a organizar eventos ecuménicos? Ele obviamente não tem qualquer entendimento sobre a verdadeira Fé.

P: E quanto ao rumor de que a FSSPX estaria a se preparar para "vender-se" a Roma?

R: Certamente que a FSSPX não tem qualquer intenção de trair a defesa da Fé que o Arcebispo Lefebvre lhe legou. Por isso, se algum dos seus membros tiver alguma séria intenção de se juntar aos neo-modernistas de Roma, então ele terá sido enganado pelo mundo moderno como tantos outros antes dele foram. Desta vez o logro tomará a forma de que as coisas melhoraram em Roma desde o tempo do Arcebispo. Mas isso não aconteceu. Objectivamente, a apostasia está tão viva como antes. Eu não posso acreditar que os herdeiros do Arcebispo Lefebvre se deixassem enganar dessa maneira.

P: Se a FSSPX fosse reabsorvida pela Igreja corrente, significaria isso que a crise da Igreja tinha chegado ao fim?

R: De todo. O problema não é a FSSPX ser "reabsorvida" ou não. O problema são os líderes da Igreja, especialmente o Papa. Quando eles retornarem à verdadeira Fé, e apenas então, terá a crise chegado ao fim.

P: E se a FSSPX for reabsorvida sem a crise ter chegado ao fim?

R: Nosso Senhor diz que "basta a cada dia o seu mal." Por outras palavras, nós atravessaremos essa ponte quando lá chegarmos, como o provérbio diz. Contudo, uma coisa é certa: o Bom Pastor NÃO PODE abandonar as ovelhas que não O querem abandonar. Não tenhais medo! Se pela Sua sabedoria e providência Ele deixasse a FSSPX falhar - e isso é apenas uma possibilidade e não uma certeza - Ele ofereceria a todas as ovelhas de boa vontade, de uma outra forma, toda a orientação e apoio de que necessitariam para salvar as suas almas.

P: Eu tenho uma sensação estranha de que haverão violentas tempestades no horizonte. O que é que V.ª Ex.ª Reverendíssima pensa disso?

R: Nada parece ser mais provável. A tempestade financeira já começou e está a crescer a cada dia que passa a olhos vistos, quer em peso, quer em rapidez. Tempestades económicas e políticas estão prestes a acontecer e, como castigo de Deus, e eu acredito nisso, a IIIª Guerra Mundial que será algo de terrível.

"Aqui na Terra tereis muitos sofrimentos"; diz Nosso Senhor, "mas tenhai coragem, porque Eu venci o mundo." (Jo 16:33)

19 comentários:

magdalia disse...

é sempre um prazer enorme para mim ler as sábias palavras de Dom Richard Williamson, verdadeiro soldado de Cristo, cuja ortodoxia é indiscutível.

No entanto, creio, e quero crer, que o Santo Padre Bento XVI tem o firmíssimo propósito de restaurar a Igreja e devolvê-la aos católicos.
Não o pode é fazer de repente.
Rezemos pelo papa para que não recue nestes tempos de apostasia generalizada e para que não vacile diante dos lobos, os inimigos da fé.

Excelente tradução. Merci!

Ancien Régime disse...

Caro anónimo (não sei por que nome lhe hei-de tratar), vou ser breve:

1. Se você se intitula católico, ao menos respeite Sua Ex.ª Reverendíssima o Bispo Williamson, independentemente de não concordar com ele, trantado-o com a dignidade que merece como bispo da Igreja Católica Apostólica Romana, um sucessor dos Apóstolos de Cristo, e não o trate como "cidadão", ao jeito rufia e arruaceiro dos socialistas e maçons.

2. Quanto aos seus preconceitos em relação a D. Lefebvre, à Fraternidade e aos fiéis que frequentam as suas missas, realmente seria melhor, antes de berrar "cismáticos!", que se informasse sobre qual é a posição actual da Santa Sé em relação a eles, começando pelo que Sua Eminência o Cardeal Castrillón Hoyos da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei tem vindo a dizer desde há uns tempos para cá.

3. Quanto ao Concílio Vaticano II e à Nova Missa vs. Missa de Sempre (sim, ela tem mais de 500 anos!), realmente o assunto mereceria uma resposta mais aprofundada da minha parte, mas lamento não ter tempo nem disponibilidade para lhe esclarecer acerca deste assunto agora. Com certeza que há muitos sites, blogues e livros que pode consultar, inclusive até os padres da Fraternidade que oferecem a Missa em Portugal. Encorajo-o vivamente a fazê-lo, pelo bem da sua alma!

4. Finalmente, quanto à sua alusão que o "Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo" não pune a humanidade com guerras e doenças, insinuando de um modo infeliz que D. Williamson creria num outro "deus", lamento dizer-lhe que está profundamente enganado. Basta apenas não estar cego pelo modernismo ou pelo orgulho herético para se aperceber disso.

Deus ama mas também pune. São os hereges modernistas que têm feito tudo por tudo para baralhar e fazer esquecer a realidade do Juízo Divino e da punição terrena que os nossos pecados Lhe devem.

Rezo para que abra o seu coração e a sua mente a Cristo Nosso Senhor e à Sua Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual não existe salvação.

Christus resurrexit, vere resurrexit!

ascendens disse...

O senhor ataca uma pessoa, um católico, um Sacerdote, um Bispo não contra o que ele diga ou faça mas em favor de leitura mais berrante de um “título” (excomungado). Mas diz que o Vaticano quer a aproximação e que a FSSPX não a quer: Deveríamos então pensar que o senhor, pelo diz e manifesta querer, é a favor da FSSPX, e contra a “reconciliação vaticana”. O senhor defende a separação, faz bandeira dela e não se importa que isso seja contra as referidas intenções do Vaticano fazer uma aproximação. O senhor afinal não partilha do espírito dos conciliadores e do Papa, mas ao mesmo tempo ataca um elemento da FSSPX. Mentiu?!

Como católico, acto de misericórdia é corrigi-lo. O Summorum Pontificum, documento papal de grande importância, documento do Magistério Papal, apenas fez o seguinte: cumprir uma das duas batalhas da FSSPX em defesa da Missa Católica e, consequentemente, remeteu o Missal de Paulo VI a um simples USO do Rito Romano. Mas o que o senhor cumpre do Motu Próprio? Nada… tanto que só fala dele para referir uma carta que não é dirigida à Igreja universal, não é Magistério, não tem qualquer vínculo pontifício e já cumpriu o seu efeito pontual de conseguir introduzir o Motu sem maiores impedimentos episcopais. O senhor salta o Magistério para apontar o dedo aos outros com uma coisa bem menor. O senhor é fariseu?

Corrigindo novamente. Eu respeito a autoridade do Concílio Ecuménico do Vaticano II tal e qual como foi definido e promulgado, sem tirar nem por uma vírgula à sua força de promulgação. Eu aceito TODOS os concílios de igual modo. O senhor é que não aceita a autoridade dos concílios. O senhor escarnece da autoridade dos concílios TODOS, nas suas forças de promulgação, virando as costas, e fazendo de todos Concílios falíveis e elevando o Concílio Vaticano II a “super-dogma que terá apagado os demais” (J. Ratzinger). A FSSPX aceita o Concílio tal como foi promulgado: MAGISTÉRIO EPISCOPAL (como se faz num sínodo de Bispos). O senhor sem abandonar a Igreja, pega nas coisas e subverte os valores de SEMPRE: o mais passa a ser menos e o menos passa a ser mais. O Senhor é da Igreja invertida e que se lê do agora para o início? O senhor é da “igreja que evolui”?

O senhor que dogmatiza o que é falível e auto ab-roga o que é infalível viu o Papa Bento XVI emendar a Lúmen Et Gentios, que segundo o senhor é infalível. Mas, se o Concílio Vaticano II for realmente infalível o Papa passaria a anti-Papa. Fica uma dúvida: o senhor defende que D. Williamson por criticar o Papa é herege, mas se um Papa muda algo ao que é infalível, contradizendo a autoridade que lhe foi dada, comete heresia, mesmo que seja formal. Afinal o senhor está a cometer o erro que aponta a D. Williamson. Neste embaraço que as suas posições criaram, ou o senhor é contra o Concílio ou Contra o Papa.

Afirma que só tem “500 anos”. E eu afirmo que a de Paulo VI só tem 40. Vamos ver:
1 – Se uma tem 500, não foi reformada, não foi ab-rogada, de onde veio a de 40?
2 – Se a de 40 não é uma reforma nem a substituição da de 500, o que é que o Concílio reformou ou criou?
3 – Se a de 500 é a reforma (restauro) não havia seus antecedentes?
4 – Se a de 500 ab-rogou todas as suas “sucedâneas” ou “possíveis substitutas” com o mesmo documento onde proíbe outras “sucedâneas” porque aparece a de 40?
5 – Como pode a de 40 ser fruto da Tradição quando rompe com 500 anos da Igreja?
6 – Como pode a de 40 ser fruto da Tradição se ela age recua no seguimento da Doutrina afastando-se dos Concílios e do Depósito da Fé?
7 – Como pode a de 40 ser fruto de uma comissão de um mau perito católico e da opinião de 6 protestantes quando a de 500 levou uma continuidade de 1500 anos até banir as valsas liturgias para se fixar definitivamente? (e vamos fingir que Mons. Bugnini não foi maçon).
8 – Porque foram e são perseguidos por Bispos e católicos aqueles que reconhecem o verdadeiro e ÚNICO Rito Romano?
9 – Quantos santos foram feitos pelo Rito Romano e quantos foram feitos pelo USO ordinário do Rito Romano?
10 – Antes o USO ordinário era o que hoje é o extraordinário. Sendo assim porque é que o ordinário de um fez abandonar a fé e o sacerdócio, e porque é que o ordinário de outro tempo converteu povos, nações, fez milhares de santos que escreveram deslumbrantemente sobre a Missa e o Mistério do Sacrifício do Altar?

Olhe eu ao ler a porcaria que escreveu não tenho agora estômago para continuar… o Senhor professa o modernismo e o protestantismo nas ideologias que apresenta. Essa é outra parte e fica para outro dia…. Vou tb postar uma anterior reposta que lhe ia dar.

Fique sabendo que o senhor está conta a Igreja por heresia e apostasia… o seu texto afirma suas convicções suficientemente…. Lamento mas vá estudar o que é o modernismo e olhe uns sites de Doutrina Católica por via da Tradição (vá à FSSPX ou à Montfort).

Não lhe desejo Paz porque só a poderá receber de Deus estando a defender o que é de Deus e não o que é contra Deus. Desejo-lhe dores e amarguras, quanto bastem, para que algum dia vá procurar a Verdade. Depois sim que lhe desejo Paz. Tenha força e que Deus o ajude.

ascendens disse...

olhem.. dá-me uma amargura ... hoje ja não vou postar o outro texto porque até a última frase nem está terminada ... enfim... outro dia ..

ainda para o senhor modernista:

Por favor. Estude a Doutrina da Igreja, à experiência, tendo em conta os pontos seguintes:
1 - Suponha que o Concílio Vaticano II é falível e deve ser olhado como um mega sínodo de Bispos, que se pronunciou falivelmente a nível pastoral e não doutrinal.
2 - que o concílio pastoral deve sempre e tão somente ser visto à luz da tradição.
3 - que o Concílio so pode ser aplicado de forma a servir segundo a doutrina e em função dela (foi uma forma falível de tentar encontrar formas de melhor aplicar a doutrina humildemente).
4 - Tente entender quais os principais pontos que os católicos tradicionais focam e estude a Doutrina Católica que estes principais sites mostram.
5- Na Radio Convicción tem na grelha do lado esquerdo programas em formato áudio para estudar os temas da Doutrina tal como estudaram outros santos, incluindo obras por eles escritas. O magistério da Igreja etc.
6- Eu prometo que vou rezar por si, portanto reze por mim sff.
7 - Como é da vossa moda ser "aberto" abra agora a porta para conhecer o lado daqueles que querem ser católicos sem rupturas Doutrinais, sem custuras e remendos. Tal como sempre foi a Igreja ATÉ HOJE, e como não é uma outra onda que nasce de ideologias de um abuso interpretativo do concílio pastoral.

Pronto ... etc... vou dormir

Anónimo disse...

Ancien Régime: quanto a respeitar um membro da hierarquia, concordo com você: todos devem ser respeitados, e você poderia começar dando o exemplo, já que, entre outras coisas chamou o cardeal de lisboa de "lobo em pele de cordeiro", e sua carta pastoral de "infame"; depois eu é que não respeito D. Willianson, só porque não o chamei de Ex. Rev? Cidadão, foi uma forma retórica de chamá-lo, e não significa nada modernista ou maçom (coisas que eu não sou).
Quanto ao resto, pensamos diferente, mas respeito as nossas diferenças de opinião. Quanto a aceitar Cristo, eu o tenho como meu Senhor e Salvador, pois sou católico apostólico romano, assim como vc, inclusive rezo em latim (nem sempre é verdade), e conheço bem tanto o rito ordinário, quanto o rito extraordinário de 1962, só não entendo porque os defensores do rito tridentino são tão mordazes ao se referir ao novo missal.
Pax Christi!!

ascendens disse...

Vou apenas pedir-lhe que apresente pelo menos UMA prova de que o Concílio é infalível, pois o que o senhor fez foi garantir que um concílio poderia ser infalível pelo colégio episcopal em unidade com o sucessor de Pedro (Pastor Universal da Igreja). O senhor está a usar um dos pontos pelos quais se sabe que o Concílio é falível, curiosamente. Agora, por exemplo, faltaria apenas mostrar que o Concílio se pronunciou nos moldes que invoca e que eu invoco para dizer o contrário.

Devido à falta de objectividade da sua análise, tanto do que se propões afirmar como da análise sobre a argumentação dos outros, passarei a estar disposto a tratar ponto por ponto. O ponto agora é a “AUTORIDADE DO CONCÍLIO VATICANO II”. Depois passaremos ao resto.

ascendens disse...

Quero ainda lembrar que ter dito que os meus pontos sobre a Missa não têm lógica, significa que apenas não os quer tratar. Pois lembre-se que por honestidade intelectual requerem-se argumentos. Isto não é um "diálogo ecuménico".

Ancien Régime disse...

Caro Anónimo (penso ser sempre o mesmo),

Se ainda não percebeu porque é que há católicos que rejeitam veementemente a nova missa e os erros conciliares, mormente em relação ao ecumenismo, à liberdade religiosa e à colegialidade episcopal, então não compreende naturalmente a razão de ser de fraternidades como a FSSPX, a dos Padres de Campos e outros padres e leigos por este mundo fora que se fazem ouvir, que agem e que rezam continuamente pela restauração da Igreja e pela expulsão de Satanás do Templo de Deus.

Renovo o apelo para que investigue o assunto seriamente e verá porque é que esta luta é tão crucial para a nossa fé e para a Igreja de Cristo.

Você diz que "pior cego é o que não quer ver" e concordo consigo. Especialmente o cego que tenta ver e conciliar a Fé Católica com a Fé da Igreja Conciliar Ecuménica e Antropocêntrica.

ascendens disse...

Anónimo:

Não fuja. O senhor mostrou no catecismo, mas não mostrou no concílio onde se aplicou o que está a referir no catecismo. Possa... Deus queira que não se me vá a paciência. Entendeu ou ainda não? O senhor fez algo do género:

1 - afirma que o cão é um herbívoro.
2 - depois vai à enciclopédia e cita uma frase sobre herbívoros.
3 - como a frase é correcta conclui que o então o cão tem que ser herbívoro.

ENTENDEU? O senhor quer infalibilizar o Concílio citando uma condição que não quer mostrar onde é aplicada no concílio.

Repito de outra forma mais simples e mastigada:

O Colégio Episcopal em unidade com o Sucessor de Pedro (Pastor Universal da Igreja) é infalível (ou pode ser infalível)... CERTO. Agora, basta ir ao Concilio e dizer onde é que isso se aplicou. Para facilitar ainda mais vou dar-lhe umas dicas:

1 - Ver se no Concílio há alguma intervenção textual de D. Montini como Sucessor de Pedro (na sua autoridade de Pastor Universal);
2 - Ver se no Concílio é apenas o Colégio Episcopal que exerce a autoriadade ao estilo de sinodo episcopal;
3 - Ver se o Sucessor de Pedro (Pastor Universal da Igreja), não como um simples "primeiro entre iguais" diz no texto do Concílio que é verdade que o que fora dito pelo Colégio Episcopal está em conformidade com a sua autoridade como Sucessor de Pedro.
4 - Aproveite para consultar APENAS os Concílio infalíveis e verificar se há ou não uma o avale final de conformidade do Pastor Universal da Igreja com promulgação de infalibilidade ( que pode estudar pelos 999 e 1000 do Concílio Vaticano I).

O senhor diz bem EM UNIDADE com o SUCESOR DE PEDRO. É pena o catessismo estar modernizado e atenuar muitas verdades não convenientes que não são vistas pelos modernistas em ruptura com a Igreja. Para si não pode haver só Igreja pós conciliar meu caro... Consulte os outros concílios e não os relativize.

E lanço já o segundo ponto que pode ir preparando:

"COMO NEGA A INFALIBILIDADE DO CONCÍLIO DE TRENTO?"

Desafio-o para que se identifique ou então use o seu blogue para vermos a sua identidade virtual (trabalho de blogue).

Boa sorte e juizinho.

ascendens disse...

Anónimo:

Tem aqui uma coisa relacionada com a sua "investigação em curso" http://deposita.blogspot.com/ ..... Queira ver o artigo PAPA, que é fruto de estudo de documentos pós e pré conciliares e que estão dentro da tradição católica.

ascendens disse...

Caro anónimo:

aproveito para lhe pedir uma citação do concilio onde faz uso declarado de infalibilidade. E pergunto se pensa que o Papa é infalível ou sempre infalível, ou se é falível e sempre falível...

Anónimo disse...

Descobri agora este blog,e não resisto a comentar.

Em primeiro lugar tenho pena que demonstrem tanta falta de caridade, nomeadamente na forma como tratam um católico, como o anónimo que comentou aqui. Esta é a primeira prova que estão no caminho errado, porque quem se julga superior, e trata os demais como hereges modernistas, é como ao fariseu que a rezar no templo dava graças a Deus por não ser como o pecador, que a rezar ao Senhor humildemente não tirava os olhos do chão. Meus amigos, somos todos pecadores, percebam isto, e parem de julgar as pessoas, e julguem os pecados! Ninguém vale mais do que ninguém, todos fomos resgatados pelo Santíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não foi por nosso mérito, foi inteiramente por Sua infinita Misericórdia. Onde há caridade, aí está o Senhor, onde não há, não está, e com tristeza devo dizer que no vosso discurso não há caridade, não se ama os outros como Ele nos amou.

Em segundo lugar, tenho todo o respeito pelo Bispo Lefebvre, e acho tinha muita razão em certas coisas, que entretanto têm vindo a ser corrigidas. Mas a quebra da comunhão nunca foi o caminho certo, basta olhar para os protestantes. O Monsenhor Lefebvre devia ter lutado dentro da Igreja, e não de fora. Foi excomungado, e todos os que o seguiram, e seguem, estão a seguir alguém que não está em comunhão com o Papa, e com os restantes bispos da Igreja Católica.

Uma das coisas que mais me deixa descansado é seguir o sucessor directo de Pedro, e com os bispos, ordenados em sucessão apostólica desde os apóstolos que seguiram o próprio Senhor. É um seguimento obediente, mas sempre usando a razão, porque a Fé não subsiste sem razão. E o magistério da Igreja não se enganou em termos de doutrina, em 2000 anos de existência, e vou ter isto em conta antes de decidir seguir alguém que se tenha separado deste ministério.

Resumindo: humildade e caridade, para que se possa perceber a Verdade.

Abraço em Cristo

Pedro Silva

Ancien Régime disse...

Caro Pedro Silva,

A caridade cristã também consiste precisamente em denunciar e combater os erros e as heresias da Igreja Conciliar e daqueles que os propugnam.

Ficar calado perante a heresia é uma afronta à caridade pois a heresia é um pecado que faz com que o crente se separe do Corpo Místico de Cristo e mereça os tormentos do inferno.

Você diz e bem que o Magistério da Igreja nunca se enganou durante toda a sua existência (precisamente porque, pela graça do Espírito Santo, não se pode enganar) e deve ter isso sempre em conta, não receando confrontá-lo com a religião conciliar e ecuménica inaugurada pelo Concílio Vaticano II e subsequentes reformas.

Da mesma forma que não podemos adorar a Cristo e a Belial, também não podemos crer na Igreja Católica e na Igreja Conciliar.

Rezo pela sua conversão.

Anónimo disse...

Caro antigo regime

"Ficar calado perante a heresia é uma afronta à caridade pois a heresia é um pecado que faz com que o crente se separe do Corpo Místico de Cristo e mereça os tormentos do inferno."

Ui, há tanta coisa que faz com que uma pessoa mereça os tormentos do inferno e podemos começar por esta, citando S.João:

"quem diz que ama a Deus que não vê e não ama o irmão que vê é mentiroso e a verdade não está nele".

Esta parece-me uma boa razão para ir para o inferno, e a si? Alguma vez cometeu este pecado? Quer que seja eu a dizer-lhe o que mecere ou não? Claro que não quer, porque não seria justo, afinal de contas eu também sou um pecador. Por isso não julgue os outros, e não condene ao inferno os seus irmãos, a quem lhe foi pedido que amasse como o Senhor nos ama.

A Igreja Una Santa Católica e Apostólica nunca disse que ninguém em concreto estava no inferno, exactamente porque a misericórdia de Deus é infinita, e o pecador pode-se arrepender até ao julgamento.

A Verdade sem caridade, não passa da verdade (com v minusculo), e essa não me interessa, porque é própria de mentirosos, como diz S.João.

Não existem duas Igrejas, existe uma Igreja que é o Corpo Místico de Cristo, como bem disse. O resto são birras históricas, que fazem com que certos grupos de pessoas se afastem da Igreja de Cristo, basta olhar para os protestantes.

Obrigado por rezar pela minha conversão, bem preciso, mas por ser pecador e não herético.

Pax et Bonum

Pedro Silva

Ancien Régime disse...

Caro Pedro Silva,

Qual foi a parte da caridade cristã em extirpar a heresia que não compreendeu?

Você citou e bem S. João. E diga-me: acha que não compete ao cristão combater a heresia e salvar os seus irmãos dela quando a identifica? Como poderia o cristão amar o seu irmão se lhe for indiferente o facto desse irmão estar a condenar sua própria alma pela sua heresia manifesta?

Por outra, eu nunca disse que a heresia era o único pecado que merecia o inferno, pois não? Todo o pecado mortal merece-o. O que disse foi que a heresia é um pecado que separa o crente do Corpo Místico de Cristo, excomunga o crente "ipso facto", pois se ele é herege já não é cristão e pela perniciosidade da mesma para com a sua alma e para a dos outros, urge extirpar.

Nunca disse eu que não havia outros pecados graves, mas estamos em concreto a falar de heresia que, ao contrário de outros, separa o crente do Corpo Místico de Cristo.

Finalmente, eu mencionei duas igrejas: uma é a de Cristo, outra é uma criação dos homens (como as protestantes, ortodoxas, etc).

A Igreja de Cristo é a Igreja Católica como sabemos. O que eu chamei de "igreja conciliar" é aquela que se faz passar por Igreja Católica mas que alberga como doutrina a heresia modernista.

Continuo a rezar pela sua conversão Pedro, não porque é um simples pecador como eu, mas porque tem manifestado opiniões heréticas o que, se se confirmarem em pertinácia e malícia, excomungam-no "ipso facto".

Laudetur Christus Rex.

Ancien Régime disse...

Caro Pedro Silva,

Quando concerne à Santa Fé, as divergências são importantes e devem ser acentuadas e discutidas se estamos perante a perversão da mesma.

Quanto ao facto de seguir bispos "excomungados" por João Paulo II, isso não me incomoda em nada, até porque já investiguei, falei, rezei e matutei o suficiente na matéria para saber distinguir o que se passou e o que se passa. E o que se passou foi que as excomunhões foram inválidas e tenho a certeza convicta que a Igreja irá no futuro validar as acções de D. Lefebvre perante a apostasia modernista que assolava e ainda assola a nossa Igreja.

Devo dizer que você tem razão quando diz que não existe "comunhão parcial". Ou se está em comunhão ou não se está. Aliás, quem inventou esse termo "comunhão parcial" para expressar essa noção modernista e absurda foi a actual hierarquia conciliar! A FSSPX está em comunhão com a Igreja, naturalmente.

E já que você fala de ironia, não deixa de ser irónica a postura da hierarquia conciliar perante os católicos "tradicionalistas" que têm sido ao longo destes 40 anos sistematicamente perseguidos e postos de lado, utilizando-se para com eles termos considerados obsoletos pela maioria dos modernistas como "cismáticos" e "excomungados", quando os mesmos termos e sanções não são aplicados a quem de facto é verdadeiramente cismático e está verdadeiramente excomungado!

Aliás, não é preciso ir mais longe do que a Associação Patriótica "Católica" Chinesa, um fantoche do regime comunista, verdadeiramente cismática, com quem Roma anda a fazer as pazes, às custas da verdadeira Igreja na China, cujos fiéis e bispos continuam a ser perseguidos pelas autoridades de Pequim com o consentimento tácito do Vaticano!

A FSSPX que não se desvia um iota da Sagrada Doutrina Católica é estigmatizada pela igreja conciliar como "cismática", enquanto que a APCC que aprova a contracepção e a política um filho por casal do regime comunista está "regularizada" com o Vaticano. Irónico, não?

Além disso, o facto de você ter chamado João Paulo II um dos "melhores papas de sempre" apenas vem evidenciar a noção distorcida que você tem em relação ao papado e à Fé.

Um Papa adulado pelo nosso mundo apóstata e em cujo pontificado se assistiu a uma ruína progressiva da fé católica em todos os sectores a começar pelo topo da hierarquia e que levou o próprio Papa a se lamentar que havia uma "apostasia silenciosa" na Igreja, um pontificado cuja bandeira foi a apostasia tácita do Ecumenismo não pode ser qualificado de um dos "melhores papas de sempre" a não ser como uma piada doentia.

Finalmente caro Pedro, é precisamente porque devemos considerar todos os outros homens como irmãos, que o ensinamento da verdadeira fé única e salvífica tem de ser levado a cabo sem compromissos e desvios. É nessa perspectiva que se insere este e outros blogues e toda a resistência chamada de "tradicionalista".

Laudétur Dóminus nóster Jesus Christus per ómnia saécula saeculórum.

ascendens disse...

Caro "Pedro Silva" "anónimo":

Meu caro... vou responder por partes porque não tenho assim tanto tempo e paciência... aqui fica a primeira parte.

O senhor no seu texto faz afirmações sobre mim que não vieram de mim. O senhor mente e com sentido pejorativo em relação a mim. Veja quanta mentira diz sobre mim:

1 – O senhor diz que eu sigo Monsenhor Lefevre;
2 – Diz que me acho superior;
3 – Chama-me de hipócrita;
4 – Diz que não tenho caridade ou tenho falta dela, pelo conteúdo dos textos;

Alem dessas, mais algumas coisitas menores. Enfim.

Sobre Mons. Lefevre mente igualmente e mistura outro tipo de erros intelectivos que o arrastam. Veja onde há mentira no que o senhor afirma:

1 - Respeita D. Marcel Lefevre mas depois diz que é cismático;
2 – Diz que D. Marcel lefevre quebrou a comunhão com a Igreja e compara-o com Lutero e toda essa corja de demónios;
3 – O senhor, alem de inventar m cisma inventa uma excomunhão para D. lefevre;
4 – Afirma que não estava em comunhão com o Papa e com os Bispos;
5 – Sugere que há desobediência por parte de Mons. Lefevre e da FSSPX, tal como os católicos que recebem deles os sacramentos e toa a orientação própria do sacerdote;
6 – Sugere que há seguidores de Monsenhor Lefevre em oposição à Igreja.
Em primeiro lugar começo por notar que o seu texto, que começaria por ser uma defesa ao “anónimo”, mas afinal deteve-se no assunto MONSNHOR LEFEVRE (a heresia e o cisma). Ocupou a maior parte do texto a não defender ninguém e a atacar todos. Incrível. Sobre mim inventa um role de coisas que eu não digo e sobre o Monsenhor Lefevre inventa situações incríveis e altamente danosas.

A sua homilia sobre a caridade ardeu algures… e o senhor acabou por rezar a oração do fariseu, a final de contas. Incrível, não?

Vamos à verdade.

Eu sigo a Cristo e à sua Igreja Santa, e abomino a mentira de Satanás que quer corromper-nos com uma outra igreja que é a “igreja santa e pecadora”. Não sigo Monsenhor Lefevre nem os Bispo do Porto nem o Arcebispo de Évora… eu quero seguir a Cristo e é por ai que me esforço por ir.

Sempre que um Bispo afirme uma falsa verdade essa não é de Cristo, é sim do António, do Manuel, do Carlos, do Policarpo, como indivíduos pecáveis. E assim, assim foi, assim será. E por isto ser assim é que pode haver Bispos, padres, Papas, católicos que se tornam hereges, pois eles acabaram seguindo erros que não foram ensinados por Cristo. Sempre que erramos não erramos com Cristo, pois só nós estamos sujeitos a pecar, sejamos Bispos ou não.

Mas, um católico herege é católico? E um padre herege é católico? E um Bispo herege é católico?

Agora imagine que D. Caros Azevedo ensinaria algo, pregaria algo, que não era de Cristo nem da Igreja mas era coisa de sua lavra pessoal, estivesse ele a pensar que eram coisas certas e de Cristo ou não. Paralelamente, uma velhinha na rua, por acaso, estava a dizer algo que era conforme a Verdade, defendida e ensinada por Cristo e pela Igreja. Qual dos dois falou o contrário de Cristo e desviou os fiéis para a mentira? Irá dizer “a velhinha não é sacerdote e o Bispo é, então como sou obediente vou seguir o Bispo, pois ele está na sucessão legítima”…?! Claro que o senhor, penso eu, que diria antes “não. Se naquela situação D. Carlos Azevedo não ensinou o que a Igreja manda ele esta pessoalmente a ir contra Cristo e contra a Igreja, e eu tenho obrigação de desobedecer à pessoa “Carlos Azevedo” para ser obediente a Cristo.”

magdalia disse...

E pronto, é sempre assim. Quando se vêem confrontados com a verdade única e absoluta, desaparecem, dada a impossibilidade de justificar os seus erros.

Queira Deus que este desaparecimento repentino dos anónimos signifique o início do seu processo de conversão ao verdadeiro catolicismo. Esperamos sinceramente que assim seja. E rezamos por essa intenção.

Para maior glória de Deus e salvação do maior número possível de almas!

In corde Jesu

A. Scomparim disse...

Meu profundo respeito ao Bispo Williamson pela coragem em denunciar o novo dogma dos tempos modernos.

Hoje podemos se negar a Santíssima Trindade, a existência de Deus, podemos ser a favor do aborto, tudo isso pertence ao dia-a-dia do "homem moderno", porém, ai daquele que ousar criticar o Santo Holocausto.

Para esse não há perdão.

Não li até o presente momento na grande mídia qualquer análise sobre os pontos levantados pelo Bispo em sua entrevista na TV sueca.

Aqueles que se interessarem pelo tema, sugiro a leitura das Lições sobre o Holocausto, do autor revisionista e detido nas prisões alemãs, Germar Rudolf. A tradução para o português do livro pode ser encontrada em:

http://www.inacreditavel.com.br/novo/mostrar_artigo.asp?id=74

Em Cristo.
A.S.